Astronomia e cultura 🌌
Astronomia
A astronomia é a ciência mais antiga do mundo. Ela investiga os corpos celestes em sua estrutura, formação e ciclo de vida, além dos fenômenos que acontecem no Universo.
Astronomia é uma ciência que estuda a composição e formação dos corpos celestes e os fenômenos que acontecem no Universo. É considerada a mais antiga das ciências, tendo se originado, há milhares de anos, com base na observação do comportamento dos astros e estrelas nos céus.
O surgimento de instrumentos e o aperfeiçoamento tecnológico permitiram grandes feitos e descobertas no campo da astronomia, o que inclui evidências de como o Universo surgiu, a caminhada sobre a superfície da Lua e a primeira imagem de um buraco negro.
Os profissionais formados em astronomia recebem o título de astrônomos, e podem trabalhar com pesquisa e divulgação científica e também em museus, observatórios e planetários.
Leia também: Sistema Solar — conjunto de corpos celestes que orbitam o Sol
Resumo sobre a astronomia
- A astronomia estuda os corpos celestes e os fenômenos do Universo.
- É a ciência mais antiga do mundo.
- A ciência astronômica se divide em oito ramos complementares de estudo, os quais incluem áreas como a cosmologia e a astrofísica.
- Surgiu da curiosidade a respeito dos astros no céu, cujas observações começaram a milhares de anos antes do presente. Civilizações antigas já construíam monumentos em pedra que auxiliavam na determinação da passagem do tempo e das estações do ano e na identificação dos solstícios.
- Importantes contribuições à astronomia foram feitas, durante os séculos XVI e XVII, por nomes como Nicolau Copérnico e Galileu Galilei.
- O surgimento de novas tecnologias e o aperfeiçoamento da ciência astronômica proporcionaram grandes feitos nos períodos posteriores.
- A faculdade de astronomia forma os astrônomos, que atuam principalmente na pesquisa e divulgação científica. No Brasil, três instituições oferecem o curso gratuitamente.
- Astronomia e astrologia não são a mesma coisa. A astrologia é considerada uma pseudociência que analisa a influência dos astros na nossa vida e personalidade.
O que é a astronomia?
A astronomia é uma ciência da natureza que se dedica à compreensão de tudo aquilo que se encontra além da nossa atmosfera terrestre, estudando os astros e estrelas que compõem o Universo bem como os fenômenos que nele acontecem. Surgida a milhares de anos antes da Era Comum, a astronomia é considerada a ciência mais antiga do mundo.
O que a astronomia estuda?

Os planetas, as estrelas e as galáxias são alguns dos objetos de estudo da astronomia.
Por definição, a astronomia estuda os diferentes corpos e objetos celestes que fazem parte do Universo, dentre os quais se destacam:
- estrelas;
- luas;
- aglomerados de estrelas;
- planetas;
- meteoritos;
- asteroides;
- galáxias;
- nebulosas.
A ciência astronômica investiga a estrutura do Universo e de cada um dos diferentes corpos celestes que dele fazem parte, a forma como eles se originam e se desenvolvem, sua interação e os fenômenos por eles provocados ou dos quais esses mesmos objetos resultam. Para isso, utiliza-se de conceitos e formulações de outras disciplinas que são tão importantes quanto a astronomia para a compreensão do cosmos, como a Física, a Matemática, a meteorologia, a Química e até mesmo a Biologia.
Veja abaixo alguns exemplos de temas abordados nos estudos da astronomia:
- origem do Universo;
- surgimento dos planetas;
- cálculo de distâncias astronômicas;
- determinação da idade e composição química dos corpos celestes;
- Sistema Solar;
- Via Láctea, outras galáxias e fenômenos a elas associados;
- exoplanetas e outros corpos que se encontram fora do Sistema Solar;
- nascimento, evolução e morte das estrelas;
- meio interestelar;
- origem e evolução dos buracos negros.
Ramos da astronomia
A astronomia trabalha com temas bastante complexos que são abordados por diferentes ramificações dessa ciência. Dividida anteriormente em observacional (observação dos astros e coleta de dados) e teórica (desenvolvimento de modelos e teorias com base nos dados coletados), a astronomia hoje é composta pelos seguintes ramos:
- Astrobiologia: estuda a origem, a evolução e o futuro da vida no Universo. Trata-se de um dos campos mais recentes da astronomia.
- Astrofísica: é um ramo, tanto da astronomia quanto da Física, que aplica os princípios da Física para a compreensão das propriedades, dinâmicas e interações entre os diferentes objetos e fenômenos do Universo.
- Astrometria: chamada também de astronomia de posição, a astrometria é o ramo que estuda e calcula a posição e o movimento dos astros celestes, além de analisar os exoplanetas. Por meio da astrometria, é possível prever eclipses e chuvas de meteoros.
- Astroquímica: estuda a composição química dos corpos celestes e as reações entre as diferentes partículas que formam o Universo e seus elementos.
- Astronomia estelar: estuda a classificação e também o ciclo de vida das estrelas.
- Astronomia planetária: estuda o Sistema Solar e todos os elementos que o formam, como os planetas e as luas, aprofundando-se em temas como a formação e evolução dos planetas e a sua composição geológica.
- Astronomia galática: estuda a estrutura, a formação, o desenvolvimento e a morte das galáxias, como a Via Láctea.
- Cosmologia: apesar de usada como sinônimo de astronomia em muitos casos, trata-se, na verdade, de um dos ramos de estudo dessa ciência. Ela se dedica à compreensão da origem do Universo como um todo, bem como de sua evolução e estrutura. Faz parte dela temas como energia escura, matéria escura e teoria das cordas.
História da astronomia

Círculo de rochas construído pelos egípcios há mais de 7 mil anos. Ele era utilizado para determinar a chegada do solstício de verão e a aproximação das monções.[1]
Surgida da curiosidade humana sobre a forma como os astros se comportam no céu, a astronomia é considerada a ciência mais antiga do mundo. As observações astronômicas datam de milhares de anos antes da Era Comum, com povos egípcios que viviam na região de Assuã, onde fica o sítio de Nabta Playa. Lá foi construído um círculo de pedras utilizado para determinar a chegada do solstício de verão, sendo um dos primeiros registros físicos de como a posição dos astros e a sua interação com o planeta Terra eram importantes no cotidiano das civilizações antigas.
Estruturas tão importantes quanto a de Nabta Playa foram construídas no norte da Europa por volta do ano 3000 a.C., como o monumento de Stonehenge, em Wiltshire, na Inglaterra. Além do seu propósito religioso e espiritual, os círculos dessa construção eram utilizados na identificação do início e do término dos solstícios de inverno e de verão no Hemisfério Norte.
Outros povos antigos, como babilônios e os assírios, foram também responsáveis por grandes contribuições à astronomia, algumas das quais identificadas em registros em tábuas de argila em escrita cuneiforme. As tábuas que foram preservadas se encontram hoje em exibição em museus, como o Museu Britânico, na Inglaterra.
Com o passar do tempo, gregos, chineses, árabes e indianos aperfeiçoaram a astronomia e fizeram a introdução de novas proposições e elementos (obtidos com base em cálculos matemáticos) a esse campo do conhecimento, imprimindo-lhe o caráter multidisciplinar que hoje exibe. Atribui-se aos gregos a sistematização da astronomia e do princípio de sua teorização, com destaque para nomes como Anaxímenes de Mileto, Pitágoras, Aristóteles, Hiparco e Ptolomeu.
As civilizações pré-colombianas nas Américas, como os incas, os maias e os astecas, além de manterem uma relação espiritual com os astros, guiavam-se por meio deles, e ainda possuíam monumentos com base nos quais observavam a passagem do tempo, as estações do ano (o que era importante para saber o momento mais adequado para o plantio e a colheita), e buscavam também representar os corpos celestes e um modelo de outros mundos e do Universo.
No século XVI, na Europa, os escritos de Nicolau Copérnico representaram um marco na ciência astronômica. O matemático polonês refutava a tese de Cláudio Ptolomeu de que o Sistema Solar era geocêntrico, ou seja, tinha a Terra em seu centro. Assim, Copérnico propôs o modelo heliocentrista, que dizia que o Sol era o centro do Sistema Solar, e era em torno dele que os planetas giravam.

Diagrama do modelo heliocêntrico de Nicolau Copérnico.
Principais aspectos da interação entre astronomia e cultura:
- Calendários e organização temporal:
- A observação dos ciclos do Sol, da Lua e das estrelas foi fundamental para a criação de calendários, a determinação de períodos para plantio e colheita e a organização da vida cotidiana.
- Mitologia e religião:
- Muitos povos antigos atribuíam significados religiosos e mitológicos a corpos celestes, constelações e fenômenos astronômicos, que se tornaram parte de suas crenças e rituais.
- Navegação:
- O mapeamento das estrelas e dos movimentos celestes foi essencial para a orientação e localização no oceano durante as grandes navegações.
- Conhecimento tradicional:
- A etnoastronomia investiga o conhecimento astronômico de povos tradicionais e indígenas, reconhecendo a importância de seus sistemas de saberes para a compreensão do mundo e o respeito à diversidade cultural.
- Arte e simbolismo:
- As figuras no céu foram usadas para criar histórias complexas e transmitir ensinamentos de geração em geração, representando deuses, seres vivos e objetos em diferentes constelações.